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  • Ultimo Segundo - 19:35h
    24/08/2010

    Avião de passageiros com mais de 90 a bordo cai na China
    Segundo a TV estatal, 43 pessoas morreram e 53 foram resgatadas de aeronave fabricada pela brasileira Embraer
    iG São Paulo

    Um jato de passageiros chinês construído pelo grupo brasileiro de aeronáutica Embraer partiu-se enquanto se aproximava de uma pista nublada e pegou fogo ao chocar-se com o chão no noroeste da China nesta terça-feira, deixando 43 mortos e 53 feridos, informou a mídia estatal chinesa.

    A aeronave do modelo Embraer 190 (E190) caiu com 96 pessoas a bordo (91 passageiros, incluindo cinco crianças, e cinco tripulantes) durante o pouso perto do aeroporto de Lindu, na cidade de Yichun, Província de Heilongjiang, às 22h20 do horário local (11h20 em Brasília), informou a agência estatal Xinhua (Nova China).

    Contata pelo iG, a Embraer disse ter enviado equipe de técnicos para ajudar autoridades chinesas na investigação sobre causas que teriam levado ao acidente.

    À agência oficial Xinhua (Nova China) Hua Jingwei, uma autoridade de publicidade de Yichun, afirmou que alguns dos passageiros foram arremessados antes de a aeronave atingir o chão.

    O avião decolou de Harbin, capital de Heilongjiang, antes das 21 horas locais e caiu um pouco mais de uma hora depois.

    Segundo a Xinhua, 43 corpos foram resgatados poucas horas depois do desastre, enquanto 53 pessoas foram hospitalizadas, a maioria delas com ossos quebrados. O vice-prefeito de Yichun, Wang Xuemei, disse à CCTV que três dos resgatados estavam em situação crítica, mas não deu mais detalhes.

    De acordo com o vice-diretor do Departamento de Segurança Pública de Heilongjiang, Sun Bangnan, a maioria dos feridos não correm risco de vida.

    Inicialmente, a CCTV afirmou que havia 91 pessoas a bordo, relatando um número de mortos e de feridos menor, mas a informação aparentemente foi dada de forma incorreta por não contabilizar os tripulantes.

    Uma autoridade com o sobrenome Qi no Hospital Nº1 do Povo de Yichun disse que 30 pessoas foram levadas ao local para tratamento, com a maioria delas tendo ossos quebrados.

    Um homem no Hospital de Reabilização de Yichun disse que dez sobreviventes foram transferidos para lá com queimaduras. Outros oito sobreviventes, cujo estado não foi espeficado, estão no Hospital Florestal de Yichun.

    A Henan é uma joint venture entre a companhia aérea Shenzhen, da China, e a Mesa Air Group, dos EUA, e tem como base a Província de Henan. A companhia opera em sua maioria com jatos regionais menores, principalmente em rotas no norte e noroeste da China. Previamente conhecida como Kunpeng Airlines, a companhia aérea foi relançada no início deste ano como Henan Airlines.

    Henan Airlines e outra companhias regionais chinesas que fazem rotas mais curtas no país enfrentaram dificuldades em anos recentes, perdendo passageiros para linhas de trem de alta velocidade que a China expandiu recentemente.

    O último grande acidente que aconteceu na China foi em novembro de 2004, quando um avião de passageiros com 53 pessoas a bordo caiu em um lago congelado perto da cidade de Baotou, no norte do país. Duas pessoas em terra também morreram no acidente.

     

     

    Zero hora
    24/08/2010

    Pilotos “made in China”, por Vitor Stepansky*

    A tão propalada recuperação judicial, a primeira tentada no Brasil, não deu em nada: na semana passada, a S/A Viação Aérea Riograndense (Varig) foi à falência com a quebra da Flex, sucessora do passivo da empresa.

    Os ativos foram regiamente distribuídos por um quase nada para a Varig Log por US$ 23 milhões. O ativo mais valioso, a marca Varig e seus bens, foi repassado anos atrás pela Varig Log para a Gol por algo em torno de US$ 320 milhões, em cerimônia no Palácio do Planalto, quando o presidente Lula elogiou o comprador, o patriarca da família Constantino, que logo apareceu envolvido no escândalo do senador Roriz, ex-governador de Brasília.

    A Flex ficou de herdeira do que sobrava, a ação de diferença tarifária da antiga Varig, já transitada em julgado a favor da Vasp e da Transbrasil.

    A ação da Varig, em torno de R$ 5 bilhões, teve julgamento favorável no Superior Tribunal de Justiça, mas empaca no Supremo há quase 20 anos. Por que, na época, a juíza não decretou a Gol como a sucessora do passivo trabalhista da antiga Varig?

    E os aposentados do Aerus, o fundo de pensão de aeronautas e aeroviários? Onde ficou a Secretaria de Previdência Complementar, que teria o poder de fiscalização e nada fez?

    Há quase cinco anos, o Fundo Aerus está em liquidação. Já está na mão do quarto “companheiro”. Os outros foram afastados por suspeita de “negligência”, para não usar outro termo. A sobrevivência dos aposentados está nesta ação, que fora dada “em garantia” pela Varig para o Aerus.

    Agora mais um escândalo. A TAM foi vendida para a Lan Chile. Como? Onde está o governo? Linhas aéreas são concessões do poder público, parte de acordos bilaterais entre o Brasil e os países com os quais nos relacionamos. Ou seja, a Lan Chile vai ser concessionária de linhas aéreas no Brasil através de “um laranja”, a TAM. Ou o governo dorme, ou é conivente e compactua com a ilegalidade e a fraude. Ou isso não é fraudar a lei?

    Tem mais: o governo tenta modificar o artigo 156 do Código Brasileiro de Aeronáutica, que diz que a função a bordo de aeronaves nacionais é privativa de titulares de licenças específicas do Ministério da Aeronáutica, reservada a brasileiros natos ou naturalizados.

    Com a falência da Varig, exportamos pilotos qualificados e competentes para o mundo inteiro, até para a China. Agora, vamos importar pilotos “made in China” via Paraguai

     

     


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